Confira quais as indicações de uso do botox na odontologia


Ultimamente muito vem se falando sobre o uso da toxina botulínica, conhecidamente como BOTOX, para auxiliar no tratamento odontológico. Há alguns dias o Conselho Federal de Odontologia - CFO, liberou o uso da toxina botulínica para fins estéticos em odontologia, mas sobre esse tema falaremos posteriormente. Nessa matéria, confira quais os problemas odontológicos que o famoso botox pode corrigir e que já era utilizado anteriormente pelos cirurgiões-dentistas.

Distúrbios articulares 

A mais conhecida é a disfunção na ATM, que é a articulação temporomandibular, que liga o maxilar ao crânio. É responsável por mover a mandíbula para frente, para trás e para os lados. Geralmente, dá a sensação ao indivíduo acometido de que sua mandíbula está saltando para fora. A causa é impossível de ser identificada. Dores de cabeça, de ouvido, dor e pressão atrás dos olhos; um ¿clique¿ ou sensação de desencaixe ao abrir ou fechar a boca; dor ao bocejar, ao abrir muito a boca ou ao mastigar; mandíbulas que ¿ficam presas¿, travam ou saem do lugar; flacidez dos músculos da mandíbula; uma brusca mudança no modo em que os dentes superiores e inferiores se encaixam são os sintomas.

Bruxismo

É o movimento de ranger, apertar, comprimir ou encostar os dentes. Atualmente, de acordo com o período em que acontece, se divide em bruxismo em vigília (acordado) e bruxismo do sono. Provoca dores na face e na cabeça. 

Cefaleias Tensionais

Dor de cabeça causada pela hipercontração muscular da face.

Sialorreia 

Excesso de salivação.

Distonia

É um tipo de movimento involuntário que pode ocorrer em qualquer região do corpo de maneira localizada (focal) ou mesmo generalizada. Caracteriza-se por uma contração de músculos agonistas (favoráveis ao movimento) e antagonistas (desfavoráveis ao movimento) simultaneamente. Em geral, esta contração involuntária em desarmônia dos músculos provoca postura anormais do segmento do corpo envolvido (cabeça, mão, tronco ou pé) e é associado a dor.

Sorriso gengival

 É o sorriso em que o lábio superior mostra mais de três milímetros de gengiva. Fatores musculares, esqueléticos, gengivodentais ou uma combinação entre eles pode ser a causa, que irá influenciar no tratamento mais adequado. 
Por: Victor Hugo Rebouças

Sobre Victor Hugo Rebouças e Daniella Allende:

Acadêmicos do curso de odontologia da Universidade Potiguar, em Natal/RN. 🔸 Victor é o fundador e presidente da Liga Acadêmica de Odontologia Estética do Rio Grande do Norte e possui experiência em marketing voltado para a odontologia e redes sociais. É o autor-responsável do site O Dentista Acadêmico. 🔸 Daniella é aluna do último período da faculdade e conta com experiência em divulgação odontológica em mídias sociais. É sócio-autora do site O Dentista Acadêmico.