Conheça o SOS Mau Hálito



Como geralmente a pessoa que sofre do mal não sabe que está com oproblema e muitas pessoas se sentem constrangidas de alertar a umconhecido sobre a alteração, a ABHA disponibiliza um serviço com o qual épossível avisar a uma pessoa que ela pode ter o problema sem precisar falarisso diretamente a ela. Trata-se do SOS Mau Hálito.

A presidente da ABHA, Maria Cecília Aguiar, explica que, ao acessar o site da ABHA (http://www.abha.org.br/sosmauhalito), é possível cadastrar oendereço de e-mail ou de correspondência da pessoa que quer avisar. “Amensagem, que não fornece o remetente, contém informações sobre ahalitose, seus tratamentos e é assinada pela diretoria da ABHA”, explica, eacrescenta que há uma média de 600 solicitações mensais. Segundo Maria Cecília, entre as principais causas do problema, destacam-sea presença de saburra lingual (camada esbranquiçada que se acumula nofundo da língua), a baixa produção salivar, as alterações periodontais e ahigiene bucal deficiente. Ou seja, todos esses itens são reversíveis.

O mau hálito pode causar depressão, problemas sócio-emocionais,dificuldade nas relações interpessoais, além de poder estar associado a algum problema de saúde, destaca a Presidente da ABHA. “90% dos casos de halitose têm origem bucal. E o estômago, ao contrário do que muitos pensam, é responsável por apenas 1% dos casos do problema. O recomendado é que se procure profissionais qualificados em halitose. Em nosso site, temos uma listagem com os profissionais indicados em cada região do País”, explica. Como forma de prevenção, Dra. Maria Cecília recomenda a escovação correta, o uso rotineiro do fio dental e do limpador de língua, além do consumo adequado de água. 

Confira entrevista feita pela Tribuna do Norte:

— As pessoas estão preparadas para receber a notícia de que tem mau hálito? 

Muitas pessoas consideram constrangedor advertir a algum conhecido que seu hálito está desagradável. Porém, uma pesquisa da ABHA apurou que as pessoas que foram avisadas ficaram realmente gratas a quem as avisou e, embora em alguns casos tenham sentido constrangimento ou vergonha, o toque foi decisivo para que procurassem um tratamento adequado e solucionassem o problema. Existe um fenômeno chamado “fadiga olfatória”, onde o epitélio olfativo, em um curto espaço de tempo, se "cansa" e se acostuma com determinados cheiros, deixando de percebê-los. Por isso que paramos de sentir a fragrância de um perfume que estamos usando e outra pessoa, ao nos cumprimentar, percebe imediatamente.

Por esse mesmo motivo, o portador de halitose não é capaz de perceber o aroma do próprio hálito. Como muitas pessoas que sofrem de halitose crônica não imaginam que estão passando por esse problema, os amigos e parentes têm enorme importância na conscientização sobre o mau hálito pois, após saber da alteração, a pessoa poderá procurar ajuda qualificada e solucionar a situação, minimizando danos na saúde, nos relacionamentos, na auto-estima e na qualidade de vida. Quando me questionam sobre a melhor maneira de avisar a alguém sobre halitose, respondo que é através de uma conversa franca, cara a cara, em local reservado e de forma respeitosa, evitando indiretas, trocadilhos ou palavras de baixo calão (por exemplo, nunca usa o termos “bafo”, de péssimo tom, e sim falar que o hálito está forte ou alterado). Ao avisar, o foco é ressaltar que estamos fazendo isso porque nos importamos com a pessoa e queremos que ela se cuide, que fique bem. Avisar é, acima de tudo, uma prova de carinho e de amizade.

— No consultório odontológico, há relatos de problemas conjugais provocados por halitose? Pode ser um desagregador social tbm?

Há relatos de pacientes que deixam de comparecer em compromissos sociais ou de encontrar amigos, que acabaram namoros ou que evitaram iniciar uma paquera, que desistiram de cursar a faculdade ou de assumir um cargo num concurso público concorrido (para o qual passaram por várias provas e treinamentos), que pediram demissão do emprego e até que pararam de sair de casa por causa do problema. Problemas conjugais são comuns de vido à halitose: casais que pararam de beijar na boca, que estavam com dificuldades sexuais, que estavam discutindo ou brigando... relatos de relacionamentos que naufragaram por causa da halitose e, num sentido inverso, que melhoraram quando o hálito foi tratado.
Fonte: Tribuna do Norte

Sobre Victor Hugo Rebouças e Daniella Allende:

Acadêmicos do curso de odontologia da Universidade Potiguar, em Natal/RN. 🔸 Victor é o fundador e presidente da Liga Acadêmica de Odontologia Estética do Rio Grande do Norte e possui experiência em marketing voltado para a odontologia e redes sociais. É o autor-responsável do site O Dentista Acadêmico. 🔸 Daniella é aluna do último período da faculdade e conta com experiência em divulgação odontológica em mídias sociais. É sócio-autora do site O Dentista Acadêmico.